Antipoetica lança 'Ultravioleta' com participação de Natasha Valdoski e mergulha em fase mais experimental

Divulgação Antipoetica 

 Novo single combina synths de atmosfera dark e vintage com a intensidade do post-hardcore e aborda a necessidade de preservar a sensibilidade em meio às pressões externas

A Antipoetica apresenta “Ultravioleta”, sexto single de sua trajetória, em uma nova etapa marcada pela experimentação sonora e pela mistura entre emo, post-hardcore, synthwave e hyperemo. A faixa conta com participação de Natasha Valdoski, vocalista da banda No Friend, e amplia a proposta do grupo de explorar diferentes possibilidades dentro do rock independente.

Produzida por Fil Coelho e com capa assinada por Guilherme Krol, “Ultravioleta” coloca sintetizadores de sonoridade dark e vintage em contraste com guitarras pesadas e a intensidade característica do post-hardcore. A combinação reforça a identidade híbrida que vem sendo construída pela Antipoetica desde o início do projeto.

Na letra, a banda aborda a importância de preservar a sensibilidade e a capacidade de expressão diante de uma realidade cada vez mais pautada por expectativas externas. O single parte desse conflito entre aquilo que o indivíduo sente e aquilo que o mundo espera dele, transformando a tensão em uma composição de forte carga emocional.

A participação de Natasha Valdoski também ocupa um papel importante na proposta da música. Vocalista da No Friend, conhecida na cena por seu trabalho com covers de Paramore, a cantora divide os vocais em “Ultravioleta” em uma colaboração que busca questionar a oposição entre música autoral e covers.

Mais do que uma participação especial, a parceria funciona como uma defesa da união entre diferentes segmentos do rock independente. A faixa propõe que artistas com trajetórias e propostas distintas podem compartilhar espaços, públicos e experiências sem que isso diminua a relevância de seus respectivos trabalhos.


Uma nova fase para a Antipoetica

“Ultravioleta” chega na sequência de “Tipo Sake com Cafeína” e “Só que Diferente Pakas”, singles que iniciaram uma fase descrita pela própria banda como mais turbulenta e experimental. O lançamento também amplia uma trajetória que começou como projeto solo de Andy Mattos e posteriormente se transformou em uma banda.

Antes dessa nova etapa, a Antipoetica apresentou o EP Os Cinco Pontos Que Explodem o Coração, lançado em dezembro de 2025. O trabalho reúne cinco faixas e consolidou parte da identidade emo e post-hardcore do projeto.

A produção do grupo também ganhou uma dimensão audiovisual com Recomeçar, curta-metragem dividido entre os videoclipes de “Tentativa e Erro”, “Réquiem em Vermelho” e “Colapso”. O projeto visual acompanha a abordagem emocional presente nas músicas e ajudou a estabelecer uma narrativa própria para a Antipoetica.

Nas plataformas digitais, o catálogo da banda registra lançamentos desde 2025, incluindo “Distopia”, “Tentativa e Erro”, “Réquiem em Vermelho” e as faixas do EP. Em 2026, a discografia ganhou ainda “Colapso (Acústica)” e o single “Tipo Sake com Cafeína, Só que Diferente Pakas”.

Com “Ultravioleta”, a Antipoetica avança justamente nessa direção: manter o peso emocional do emo e do post-hardcore, mas abrir espaço para sintetizadores, texturas eletrônicas e uma atmosfera mais sombria. O resultado aponta para uma fase em que a banda transforma a instabilidade e o conflito entre indivíduo e sociedade em matéria-prima para novas experiências sonoras.

A formação atual da Antipoetica é composta por Andy Mattos (voz), Ricardo Augusto (guitarra), Gui Marques (baixo e voz) e Miguel Gomes (bateria).

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