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| Foto: Luringa |
Shows acontecem nos dias 12 e 13 de setembro, no Jai Club
A Dance of Days vai celebrar os 25 anos de "A História Não Tem Fim" com duas apresentações especiais nos dias 12 e 13 de setembro, na Jai Club, em São Paulo. O grupo promete executar o álbum na íntegra e em sua ordem original, com atrações diferentes em cada noite e formatos distintos para marcar a trajetória de um dos trabalhos mais importantes do rock independente brasileiro.
Lançado em 2001, A História Não Tem Fim reúne 15 faixas e é um dos registros fundamentais da discografia da Dance of Days. O disco nasceu durante uma sessão de gravação particularmente rápida: segundo a própria banda, o material foi registrado em formato semi ao vivo, mixado e masterizado em apenas 20 horas, no Estúdio El Rocha, na capital paulista.
A comemoração também recupera um período decisivo da carreira do grupo. Em entrevista concedida anos depois, Nenê Altro contou que a Dance of Days surgiu em 1996, após o encerramento da Personal Choice, e que o projeto manteve desde o início um caráter pessoal e confessional. A primeira gravação, 6 First Hits, apareceu em 1997, enquanto as músicas que formariam A História Não Tem Fim foram compostas principalmente entre 1998 e 2000.
O repertório do álbum passa por diferentes aspectos da experiência cotidiana, com letras que abordam conflitos pessoais, relações, trabalho, religião, política e questões existenciais. Entre as músicas estão “Se Essas Paredes Falassem”, “Ícaro Sobre as Chamas”, “Corvos do Paraíso”, “Vinde a Mim”, “Carro Bomba”, “Me Leve às Estrelas”, “Balada do Corcel Verde Velho”, “Mais um Café Gelado Por Favor”, “Astro Boy”, “Instantes” e “Suburbia, 1986”.
“Se Essas Paredes Falassem” acabou se tornando uma das composições mais reconhecidas da banda e ocupa justamente a abertura do álbum. A obra completa, porém, revela uma fotografia mais ampla da Dance of Days naquele momento, combinando elementos associados ao punk, hardcore, emo e rock alternativo.
A relação entre as músicas e a experiência pessoal de Nenê é uma das marcas que ajudaram a definir a identidade da Dance of Days. Em entrevista ao O SubSolo, a vocalista afirmou que a intensidade do grupo permaneceu mesmo com as diversas mudanças de formação porque a essência do projeto continuou ligada à escrita em primeira pessoa e às experiências vividas por ela.
A trajetória construída desde os anos 1990 também fez da Dance of Days uma referência dentro do circuito independente brasileiro. A banda passou por diferentes fases, formações e períodos de pausa, mas manteve uma base de público formada por diferentes gerações. Atualmente, a discografia inclui ainda trabalhos como Amor-Fati e A Nova História, lançado em 2023.
Dois dias, dois formatos
No sábado, 12 de setembro, a programação terá Aditive e Liberta na abertura. A Dance of Days sobe ao palco às 20h para tocar A História Não Tem Fim completo e, na sequência, apresentar um repertório com músicas de outras fases da carreira. A apresentação terá duração aproximada de 1h30.
No domingo, 13 de setembro, Antipoética e Quinta Dimensão fazem a abertura. A noite terá formato de maratona, com cerca de 2h30 de duração, incluindo novamente o álbum de 2001 na íntegra, clássicos da trajetória da Dance of Days e uma celebração do aniversário de Nenê.
O segundo show também terá momentos dedicados aos discos Disco Preto e Amor-Fati. Este último completa dez anos em 2026 e ganhará um especial dentro da programação.
As duas apresentações serão, segundo a organização, as únicas oportunidades para acompanhar a celebração de A História Não Tem Fim em sua totalidade e na sequência original das faixas.
Dance of Days em São Paulo
Data: 12 e 13 de setembro de 2026
Horário: 20h
Local: Jai Club
Endereço: Rua Vergueiro, 2676 – Vila Mariana, São Paulo/SP
Ingressos: R$ 50
Vendas e informações: WhatsApp (13) 98120-6070
A formação atual da Dance of Days é composta por Nenê Alltro (voz e composição), José Santos (bateria), Dud Hallikainen (baixo), Eder Ramos (guitarra) e Rodrigo Dias (guitarra).
Para quem acompanhou a cena independente brasileira no início dos anos 2000, os shows representam a oportunidade de reencontrar um álbum que atravessou gerações sem perder a conexão com o público. Para quem chegou depois, a celebração funciona como uma porta de entrada para entender por que A História Não Tem Fim permanece associado à história do punk, hardcore e emo nacional.

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