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| Foto: Ross Halfin |
Do adeus emocionante com o Black Sabbath à saudade dos fãs e homenagens em Birmingham, o legado de Ozzy Osbourne segue vivo um ano após sua morte
Há exatamente um ano, em 22 de julho de 2025, o mundo do rock perdia um de seus maiores ícones. Ozzy Osbourne morreu aos 76 anos, apenas 17 dias depois de subir ao palco pela última vez ao lado da formação original do Black Sabbath no histórico show Back to the Beginning, realizado em Birmingham, na Inglaterra. Um ano depois, sua música continua atravessando gerações, enquanto fãs, familiares e a cidade onde nasceu mantêm vivo o legado daquele que ajudou a criar o heavy metal.
A despedida de Ozzy ganhou contornos simbólicos. Mesmo debilitado pela doença de Parkinson e sem conseguir permanecer de pé, o vocalista fez questão de participar do reencontro definitivo com Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward. Sentado em um trono, interpretou clássicos de sua carreira solo e voltou a cantar com o Black Sabbath diante de milhões de espectadores que acompanharam a transmissão ao redor do mundo. Dezessete dias depois, o "Príncipe das Trevas" morreria em sua casa, cercado pela família.
A causa da morte foi divulgada dias depois. Segundo o atestado, Ozzy sofreu uma parada cardíaca fora do hospital e um infarto agudo do miocárdio, tendo como fatores associados a doença arterial coronariana e o Parkinson, enfermidade que enfrentava havia anos. A notícia encerrou uma trajetória marcada por superações, excessos e uma influência incomparável na música pesada.
Legado que vai além do Black Sabbath
Ao lado do Black Sabbath, Ozzy redefiniu os rumos do rock pesado com discos considerados pilares do gênero, como Black Sabbath, Paranoid, Master of Reality e Sabbath Bloody Sabbath. Sua voz inconfundível e a atmosfera sombria das composições ajudaram a estabelecer a identidade do heavy metal no início da década de 1970.
Após deixar a banda em 1979, muitos acreditavam que sua carreira havia chegado ao fim. O cantor, porém, renasceu artisticamente com Blizzard of Ozz, iniciando uma trajetória solo que revelou sucessos como Crazy Train, Mr. Crowley, Bark at the Moon, No More Tears e Mama, I'm Coming Home, consolidando sua posição como um dos artistas mais importantes da história do rock.
Homenagens um ano depois
A data do primeiro aniversário de sua morte foi marcada por homenagens ao redor do mundo. Em Birmingham, cidade onde nasceu e fundou o Black Sabbath, foi realizado o primeiro Ozzy Day, evento gratuito com apresentações musicais, exibições especiais, instalações artísticas e celebrações dedicadas à memória do cantor.
A família também prestou tributos. Kelly Osbourne publicou uma emocionante carta nas redes sociais dizendo que ainda sente um vazio diário desde a partida do pai e que continua encontrando sua presença em lembranças e no neto Sidney, que, segundo ela, herdou muitos dos gestos e do sorriso do avô.
Enquanto isso, Sharon Osbourne segue trabalhando para preservar a história do marido. Entre os projetos estão uma cinebiografia, um espetáculo inspirado em sua carreira e novas iniciativas ligadas ao Ozzfest, festival criado pelo casal e responsável por impulsionar diversas gerações do metal.
A imortalidade de uma lenda
Poucos artistas conseguiram atravessar tantas fases da cultura popular como Ozzy Osbourne. De pioneiro do heavy metal a estrela da televisão com The Osbournes, passando por uma bem-sucedida carreira solo e incontáveis turnês mundiais, o cantor transformou sua personalidade irreverente em um fenômeno que ultrapassou as fronteiras da música.
Um ano após sua morte, sua ausência continua sendo sentida, mas seu legado permanece intacto. Os riffs que ajudou a eternizar, as apresentações históricas e sua influência sobre milhares de músicos garantem que Ozzy Osbourne continue vivo onde sempre pertenceu: no volume máximo dos amplificadores e na memória dos fãs de rock.

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