Detonautas lança “Vampira” com participação de Milton Cunha e aposta em pop provocador

Foto: Wally Guedes 

 Single chega às plataformas em 6 de fevereiro e antecipa álbum previsto para março, marcado por experimentações eletrônicas, referências ao folclore e atmosfera carnavalesca

O Detonautas disponibiliza no dia 6 de fevereiro o single “Vampira”, faixa que inaugura uma nova etapa sonora do grupo. Com participação especial de Milton Cunha na abertura e produção assinada por Pablo Bispo e Ruxell, a canção antecipa o álbum inédito previsto para março e investe em uma combinação de rock, pop e batidas eletrônicas, costurada por elementos do imaginário folclórico.

A música surge como alegoria contemporânea: uma personagem feminina sedutora, inquietante e indomável. Segundo Tico Santa Cruz, a narrativa trabalha com ironia e provocação ao abordar o medo masculino diante de mulheres que rompem padrões e recusam submissão. A metáfora conduz a atmosfera da composição, que transita entre mistério, sensualidade e crítica social.

Produzida pela dupla responsável por sucessos recentes da música pop brasileira, “Vampira” nasceu no início do processo criativo do novo disco e ajudou a moldar o universo estético do projeto. O álbum, previsto para março, promete aprofundar a mistura de linguagens, com cada faixa funcionando como um episódio independente, de identidade própria e abordagem quase cinematográfica.

O lançamento acontece às vésperas do Carnaval, período que dialoga diretamente com a proposta lúdica da canção. Para Tico, há uma conexão histórica entre o rock nacional e a festa popular, evocando a tradição de artistas que incorporaram teatralidade, irreverência e brasilidade ao gênero.

A presença de Milton Cunha reforça o caráter performático do single. Sua narração inicial amplia o clima simbólico e celebra a cultura carnavalesca como elemento central da narrativa. “Vampira” sucede “Potinho de Veneno” e consolida a direção criativa que marca esta fase, voltada a um olhar pop sobre o que o vocalista define como um “Brasil profundo”.

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