Dead Fish lança edição deluxe de “Labirinto da Memória” com faixas inéditas e versões ao vivo

Divulgação 

 Nova edição do álbum amplia repertório com duas músicas inéditas e quatro registros gravados em shows

Quase dois anos após apresentar ao público “Labirinto da Memória” (Deck/2024), o Dead Fish disponibiliza nesta sexta-feira a aguardada Deluxe Edition do disco. A nova versão acrescenta duas composições inéditas e quatro faixas captadas ao vivo, expandindo a narrativa e a potência sonora do trabalho original.

Produzido por Rafael Ramos e Ricardo Mastria, o projeto mantém a base do punk e do hardcore que consolidou a trajetória do grupo capixaba, mas incorpora nuances melódicas que marcaram o lançamento de 2024. As inéditas “Entre o Fim e o Começo” e “Orbitando” foram criadas durante o processo do álbum, porém ficaram de fora da seleção final por questões de fluxo e conceito.


Faixas resgatadas ganham protagonismo

Segundo Rodrigo Lima, vocalista da banda, “Entre o Fim e o Começo” ficou pronta no encerramento das gravações. “Eu gosto bastante da letra e da música. É tragicamente atual para 2026”, afirma. A composição aborda temas urgentes do debate político e social contemporâneo, como construção coletiva do conhecimento, apropriação individualista e esgotamento de recursos naturais.

Já “Orbitando”, que quase integrou o repertório original, acabou excluída por não se encaixar na dinâmica do disco. “Gosto de tudo nela, mas não encontrou espaço no flow”, comenta o cantor. Agora, a música surge oficialmente, reforçando o peso e a intensidade característicos do grupo.


Registros ao vivo ampliam a experiência

A edição especial também reúne versões ao vivo de “Adeus Adeus”, “Dentes Amarelos”, “49” e “Avenida Maruípe”, evidenciando a força do quarteto nos palcos e a conexão direta com o público. Os registros capturam a energia crua que se tornou marca registrada da banda ao longo de mais de três décadas de carreira.

Com a Deluxe Edition, o Dead Fish reafirma seu papel central no hardcore brasileiro, renovando o repertório e mantendo diálogo direto com as inquietações do presente.

Postar um comentário

0 Comentários