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| Hugo Brito |
Quinto disco do trio mineiro chega em 21 de agosto pela Deck e reúne nomes de diferentes gerações em um trabalho que passeia pelo soul, rap e rock
O Black Pantera anunciou três participações especiais em Continental, quinto álbum de estúdio da banda, que chega às plataformas digitais no dia 21 de agosto, pela gravadora Deck. O disco terá colaborações de Duquesa, Sandra Sá e Derrick Green, vocalista do Sepultura, em um projeto que amplia a conexão do trio mineiro com diferentes vertentes da música negra e celebra artistas de gerações distintas.
Com o rock como essência, Continental percorre caminhos pelo soul, rap e rock, além de buscar referências nas raízes africanas presentes na formação da música brasileira. O álbum também presta homenagem às mulheres que ajudaram a construir essa história, reunindo vozes que representam diferentes momentos da cultura nacional.
"É um álbum que fala desses vários gêneros, de vários Brasis", explica o baixista e vocalista Chaene da Gama. Para o músico, a presença de Duquesa e Sandra Sá é especialmente significativa justamente por aproximar gerações diferentes, mas que dialogam entre si dentro da música brasileira.
Duquesa participa de "Serotonina"
A conexão do Black Pantera com Duquesa começou antes mesmo da parceria ser oficializada. Fãs declarados da nova geração do rap brasileiro, os integrantes já haviam citado a artista na letra de "Serotonina", composição que também faz referência a Negra Li.
A música aborda a importância de não desperdiçar energia com pessoas que não acrescentam à vida e ganhou um novo elemento para a versão de Continental: um improviso de Duquesa. Segundo o Black Pantera, a participação "ficou incrível" e reforça o encontro entre o peso da banda e a linguagem contemporânea do rap.
A colaboração também evidencia uma das características do novo trabalho: a disposição do trio em atravessar diferentes territórios musicais sem abandonar a identidade construída ao longo da carreira.
Sandra Sá representa a força do soul brasileiro
Outra participação de destaque é a de Sandra Sá, considerada uma das grandes vozes do soul brasileiro. A cantora aparece em "Quando Canto", faixa que ganhou uma dimensão especial para os integrantes do Black Pantera por representar uma referência musical que atravessa gerações.
"A Sandra é uma artista icônica, que a gente cresceu ouvindo, e quando gravamos a música sentimos que caberia uma voz ancestral, uma voz poderosa", afirma Chaene da Gama.
A presença da cantora também carrega um significado pessoal para o músico, que cresceu ouvindo suas músicas em casa. "Meus pais ouviam Sandra Sá, eu ouço, já fui a shows e até hoje não acredito que ela gravou no disco", conta.
A participação se conecta diretamente ao conceito de Continental, que busca apresentar diferentes "Brasis" por meio de estilos, referências e vozes que ajudaram a formar a identidade musical do país.
Derrick Green leva o metal para Continental
O terceiro nome anunciado é Derrick Green, vocalista do Sepultura. A colaboração internacional acontece na faixa "Obsoleto" e representa o encontro de duas gerações do metal brasileiro, além de aproximar o Black Pantera de uma das bandas mais importantes da história do gênero no país.
Para o trio, Derrick também é uma referência artística e representa uma trajetória que dialoga diretamente com a própria experiência dos integrantes como homens negros dentro do universo do rock e do metal.
"É uma honra imensa ter artistas desse calibre no nosso álbum", resume Chaene.
A participação do vocalista do Sepultura reforça a amplitude do projeto, que não se limita a um único segmento musical. Ao lado de Duquesa e Sandra Sá, Derrick Green integra um álbum construído justamente a partir do encontro entre diferentes linguagens e gerações.
Continental amplia a trajetória do Black Pantera
O novo disco chega em um dos momentos mais expressivos da carreira do Black Pantera. Somente no primeiro semestre de 2026, o trio foi anunciado pela terceira vez como atração do Rock in Rio, confirmou participação pela segunda vez no Primavera Sound, abriu o show do Korn no Allianz Parque, lançou o primeiro audiovisual da carreira e conquistou pelo segundo ano consecutivo o Prêmio da Música Brasileira na categoria Melhor Artista de Rock.
Com Chaene da Gama no baixo e vocal, Charles Gama na guitarra e vocal e Rodrigo "Pancho" na bateria, a banda transforma em música experiências pessoais, questões sociais e elementos ligados à ancestralidade. Em Continental, essa identidade ganha novas dimensões a partir do diálogo com outros gêneros e convidados.
O primeiro aperitivo do álbum foi "Start The Game", single que utiliza referências dos videogames para construir uma metáfora sobre os obstáculos da vida contemporânea. A música ganhou um videoclipe de animação com referências a franquias como GTA, Tomb Raider, Mortal Kombat, The Legend of Zelda, Pac-Man, Guitar Hero e Need for Speed.
Na sequência, o Black Pantera apresentou "Hórus", faixa que aborda a vigilância e os julgamentos enfrentados pelo homem negro e utiliza símbolos ligados à ancestralidade, ao catolicismo e às religiões de matriz africana. O título faz referência ao Olho de Hórus, associado à proteção contra o mau-olhado.
Agora, com a confirmação de Duquesa, Sandra Sá e Derrick Green, Continental ganha ainda mais força como um projeto de encontros. O álbum completo estará disponível em 21 de agosto, pela Deck, reunindo as duas faixas já conhecidas e as novas colaborações.
Black Pantera leva Continental ao Cine Joia
Poucos dias depois do lançamento do álbum, o Black Pantera apresenta a nova fase ao vivo em São Paulo. A banda se apresenta no Cine Joia em 23 de agosto de 2026, dois dias após a chegada de Continental às plataformas.
A apresentação deve marcar uma das primeiras oportunidades para o público conferir ao vivo as novas músicas do disco, incluindo "Start The Game" e "Hórus", além de outras novidades do trabalho. O repertório também deve revisitar momentos importantes da trajetória do trio.
Black Pantera – Turnê de Continental
Data: 23 de agosto de 2026
Local: Cine Joia – São Paulo (SP)
Endereço: Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade
Abertura da casa: 17h
Classificação etária: 18 anos
Ingressos – Lote 1:
Meia: R$ 50 | Social: R$ 50 | Inteira: R$ 100
Lote 2:
Meia: R$ 60 | Social: R$ 60 | Inteira: R$ 120
Lote 3:
Meia: R$ 70 | Social: R$ 70 | Inteira: R$ 140
O ingresso social é mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível. O Cine Joia possui acesso para pessoas com deficiência, área de fumantes e serviço de chapelaria por R$ 15. São aceitos cartões de crédito e débito Elo, Visa, Mastercard, Diners e American Express.

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